E lá se vão 6 anos!

Publicado: 6 de Agosto, 2008
Categoria: Aconteceu, virou manchete, 2 comentários

No dia 06-08-2002 a gente se beijou no meio de um showzinho que rolava no Far Up. Eu não fazia idéia do que ia acontecer dali para frente, principalmente em mais uma semana quando o Cris voltaria para o Canadá, mas já tinha meio que resolvido na minha cabeça que era *ele*. Como é que a gente decide esse tipo de coisa?? Sei lá! O problema era dele…

Para economizar memória, a gente casou em 06-08-2005.
Hoje, dia 06-08-2008, ele está lá em São Paulo e eu aqui na Bahia…

Mas para provar que esse blog ainda serve para alguma coisa, quero fazer aqui uma declaração para o meu amor e dizer o quanto ele me faz a mulher mais feliz do mundo e o quanto eu me sinto privilegiada por ele ter me escolhido. Que esses seis anos juntos foram demais e eu quero muito mais. Então a gente se encontra na sexta-feira e vai à forra, tá? ;o)

Dois meses depois

Publicado: 17 de Julho, 2008
Categoria: Blábláblá, 3 comentários

Enfim, depois de dois meses de silêncio nesse blog, resolvi escrever alguma coisa.

Pra variar, estou atolada de trabalho ate o último fio de cabelo branco, chegando em casa e tentando ficar o máximo de tempo possível com a Clara - que aliás esta comecando a desenrolar a língua e falou sua primeira frase totalmente inteligível: “ai, meu pé!”.

Resolvi também malhar, finalmente! Pra comecar, 40 minutinhos de esteira e uma série de musculação que eu acho um porre, mas que é necessária… Vamos ver se agora vai e eu perco esses 12 quilos infelizes.

Madura, eu?

Publicado: 18 de Maio, 2008
Categoria: Aconteceu, virou manchete, 10 comentários

Passei a semana inteira pensando em escrever alguma coisa sobre o meu aniversário, afinal hoje estou entrando na casa dos “inta”.

Completar 30 anos faz você refletir. Como não olhar para o passado? Nas coisas que ficaram lá longe e hoje já não existem mais? Pensar no que eu fui, no que sou hoje e no que me tornarei daqui para frente? Tenho uma sensação gigantesca de que a vida está passando rápido demais e uma incerteza maior do que nunca sobre estar ou não fazendo tudo o que posso por mim e pelas pessoas que eu amo.

A gente também pára para pensar no que construiu até então, e disso, ah, eu não tenho do que reclamar. Tenho amigos que posso contar nos dedos de uma das mãos e me sinto privilegiada por poder chamá-los de amigos. Tenho uma família que não existe nem adjetivos para descrever. Escolhi o cara mais maravilhoso do mundo para ficar do meu lado e sou correspondida! Tive uma filha linda, doce e saudável. Tudo isso me faz pisar no chão todos os dias com uma força e segurança que eu nunca tive em nenhum outro momento da minha vida.

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Essa crônica foi extraída do livro “Mulher Madura”. Achei ótima.

QUATRO pessoas, num mesmo dia, me dizem que vão fazer 30 anos. E me anunciam isto com uma certa gravidade. Nenhuma está dizendo: vou tomar um sorvete na esquina, ou: vou ali comprar um jornal. Na verdade estão proclamando: vou fazer 30 anos e, por favor, prestem atenção, quero cumplicidade, porque estou no limiar de alguma coisa grave.

Antes dos 30 as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar.

Fazer 40, 50 ou 60 é um outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos. Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada.

Até os 30, me dizia um amigo, a gente vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar. Mas também se poderia dizer: até essa idade fez-se o aprendizado básico. Cumpriu-se o longo ciclo escolar, que parecia interminável, já se foi do primário ao doutorado. A profissão já deve ter sido escolhida. Já se teve a primeira mesa de trabalho, escritório ou negócio. Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens, todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar.

Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é cair numa epifania. Fazer 30 anos é como ir à Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro vê pela primeira vez o mar.

Um dia eu fiz 30 anos. Estava ali no estrangeiro, estranho em toda a estranheza do ser, à beira-mar, na Califórnia. Era um homem e seus trinta anos. Mais que isto: um homem e seus trinta amos. Um homem e seus trinta corpos, como os anéis de um tronco, cheio de eus e nós, arborizado, arborizando, ao sol e a sós.

Na verdade, fazer 30 anos não é para qualquer um. Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente.

Mas fazer 30 anos é como sair do espaço e penetrar no tempo. E penetrar no tempo é mister de grande responsabilidade. É descobrir outra dimensão além dos dedos da mão. É como se algo mais denso se tivesse criado sob a couraça da casca. Algo, no entanto, mais tênue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, é verdade, mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes.

Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema. Fazer 30 anos é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer.

Fazer 30 anos é passar da reta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó.

Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás. Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.

Affonso Romano de Sant’Anna

Trinta anos e eu me sinto apenas começando…parabéns pra mim!!!!

Enfim, o lançamento!

Publicado: 29 de Abril, 2008
Categoria: Aconteceu, virou manchete, 1 comentário

E foi nesse último fim de semana que a revista finalmente chegou às bancas. Época São Paulo é o novo lançamento da Editora Globo. Ela é mensal e sai junto com a Época sempre na última semana do mês.

Como a revista não é vendida aqui pelas bandas do Rio, fomos até o aeroporto pra comprar um exemplar e prestigiar o trabalho do meu irmão que ralou durante meses perdendo noites de sono para idealizá-la.

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Eu sou suspeita para falar, mas sei o quanto o Alê é profissa e o resultado não podia ter sido diferente: a revista está linda, recheada de matérias bacanas e interessantes mesmo pra quem nem mora na cidade. Na verdade, só dá vontade de ir lá mais vezes…

Sem comentários?

Publicado: 25 de Março, 2008
Categoria: Blábláblá, 7 comentários

Algumas pessoas andaram comentando que não dava mais pra comentar em posts anteriores e fui averiguar o motivo.

É que o Cris usou um bloqueio para o campo comentários assim que o post alcança um certo tempo de antiguidade.

Como eu não tenho muita disciplina e acabo escrevendo só uma vez ou outra, eles vão ficando muito velhos e o tal bloqueio entra em ação. Funciona bem para evitar spammers, mas será que vale à pena mesmo?

Mais alguma dica?

Publicado: 25 de Março, 2008
Categoria: Blábláblá, Comentários encerrados

Depois de ouvir tantas vezes a Vivien falar de “Cem anos de Solidão“, resolvi ler o livro. Demorei mais do que gostaria, mas acabei.

Me enrolei um pouco com os quinhentos personagens com nomes parecidos, tive várias noites de pesadelos por conta das mortes ou acontecimentos bizarros (alguém também teve?), delirei com a maneira maravilhosa como a história é conduzida e me arrepiei dos pés à cabeça com o final mesmo sabendo desde o início qual seria o desfecho - que é mencionado várias vezes durante a narrativa.

Obrigada pela dica, Vivi!

Estou numa fase literária experimental, querendo conhecer coisas novas, autores que ainda não li. Estive na livraria onde meu irmão trabalha e trouxe pra casa alguns livros fininhos, no intuito de conhecer a narrativa dos caras, ver se me identifico. Um deles foi “Os primeiros contos de Dez Mestres da Narrativa Latino-Americana” que devo começar a ler ainda essa semana, assim que a Clara der uma trégua.

Se alguém tiver alguma recomendação desse tipo, eu agradeço. ;o)

Essa semana fui abrir uma conta no Banco Real por causa de uma burocracia de trabalho, mas estava até gostando já que é um banco que preza a sustentabilidade, que se mostra preocupado com o meio ambiente de uma maneira geral.

Na última semana fiz uma pré-abertura de conta através da Internet, os caras prontamente me ligaram para adiantar o processo, enfim, estava achando tudo bem bacana até chegar na agência com a documentação necessária e a gerente pegar meus documentos para tirar cópia:

- Ué, vocês não vão só escanear? - disse eu.

- Não, não. Vou tirar uma xerox.

- Mas você já pensou na quantidade de papel desperdiçado pra isso todo dia? E essa história de se preocupar com o meio ambiente?

- Er…pois é, né? Mas tem que ser assim, não tem jeito.

E eu fiquei quieta e um pouco mais cínica em relação às pessoas, ao universo e tudo mais…

Antes X Depois

Publicado: 7 de Fevereiro, 2008
Categoria: Ser mãe é..., 4 comentários

Outro dia durante o expediente fiquei conversando por e-mail com uma amiga e falávamos daquele tempo em que a gente saía muito, bebia todas e ria horrores.

Nostalgia total, fiquei pensando porque a vida da gente precisa mudar tanto depois que nascem os filhos e bateu até uma pontinha de tristeza quando ela mencionou que “sentia muitas saudades de me ver assim”.

No caminho para casa fui pensando nisso. Em como não tenho mais o menor entusiasmo pra fazer certas coisas que um tempo atrás me faziam vibrar. Sem falar da capacidade física. Hoje em dia quando dá meia-noite já estou caindo pelas tabelas.

E aí eu cheguei em casa. Meio sorumbática, fui tratar de tirar meus sapatos. Quando entrei na sala fui recebida com um gritinho de euforia e tive as pernas abraçadas.

Pronto, entendi tudo. Me senti até meio culpada por não ter percebido isso antes. Eu mudei, sim. Sou outra mulher, com outras prioridades, outros anseios, outros valores até. E sou muito, muito, muito feliz com essa nova vida. Sendo a nova Anna, mãe da Clara. :o)

Chegar em casa e ser recebida pelo serzinho mais amado no universo não tem preço.

Os adesivos

Publicado: 24 de Janeiro, 2008
Categoria: Ser mãe é..., Blábláblá, 2 comentários

Clara já está começando a tentar pular do berço e para que a gente não tenha uma surpresa desagradável, vamos trocá-lo por uma cama.

Pensamos logo numa mini cama, mas acabamos chegando a conclusão que uma bicama vai durar muito mais (usando uma gradinha de proteção por enquanto). Com isso, resolvi aproveitar para dar uma repaginada na decoração do quarto dela, mudar as cores, os quadrinhos e tal.

Nas minhas andanças pela Internet, encontrei algumas dicas de decoração, mas o que com certeza vou colocar em prática são os adesivos de vinil.

Há uma infinidade de modelos, formas, estilos, temas e cores que vão desde simples bolinhas até verdadeiras obras de arte. Você mesmo pode aplicar em qualquer superfície lisa: paredes, vidros, espelhos, no chão, na porta da geladeira, no notebook e no dia que enjoar, é só tirar e pronto. Seguindo as instruções de aplicação direitinho, eles duram cerca de 3 anos.

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Achei várias lojas brasileiras com adesivos lindíssimos:

Na I-Stick eles tem até simulador de ambientes pra você testar como os adesivos vão ficar. A carioca Gecko tem uma porção de coisa legal. O site também simula cores.

A GiftExpress é bem bacaninha. A Lua Designer tem cada um lindo. A Urban Summer também é ótima.

A Adesivos de Parede não tem muita variedade, mas foi lá que eu achei o desenho mais fofo para o quarto da Clara. Já encomendei!

Agora só falta escolher para o resto da casa… :oP

Num post anterior falei como era difícil encontrar uma bolsa-de-mulher-pra-carregar-coisas-de-criança. Disse que comprei uma bacana e tal, mas na verdade não estava satisfeita. Ela é estampada e não cai bem com qualquer roupa. Então continuei minha saga em busca da bolsa perfeita (já falei aqui de como sou obsessiva quando cismo com uma coisa?) e agora é sério: achei.

Entrei na loja, bati o olho nela e me apaixonei. Perguntei o preço, achei meio cara, mas com amor a primeira vista a gente não brinca. Perguntei para a vendedora se à vista tinha desconto e ela me deu 10%. Dei mais uma choradinha e consegui 15%. Ok…vou levar! E lá fui eu feliz e contente carregando minha bolsona nova.

Um pouco mais a frente, parei em outra loja e avistei a mesmíssima em outra cor. (Alguém sabe me dizer por que tem gente que não resiste em perguntar o preço daquela coisa que acabou de comprar em outra loja?) E lá fui eu toda pimpona para o vendedor: - quanto custa?

Quando o cara me falou o preço R$20 mais barato da que eu tinha levado, continuei com o masoquismo: - e se eu pagar à vista, tem desconto? - Te dou 15% - respondeu o desinfeliz.

Aí eu não resisti: comprei a outra também!

Mas como eu não tenho sangue de barata, voltei lá na outra loja e disse que queria devolver a bolsa. Falei o que tinha acabado de acontecer e a vendedora malandramente me perguntou: - Mas a senhora quer devolver ou quer ficar com a bolsa? - Eu quero a bolsa, senão não teria comprado em outra cor.

Aí ela foi até o balcão, falou com o gerente e chegou perto de mim com a diferença na mão: - Tá tudo certo, então?

- Ah, agora sim! E fui embora feliz e contente carregando as minhas duas bolsonas novas…hohoho.